João Adelino Faria Foto: RTP

João Adelino Faria / Foto: RTP

Durante algum tempo, questões morais começaram a ser levantadas sobre a extrema mediatização do caso “15+1” referente à prisão dos jovens que se auto-denominam “revolucionários”. Durante muito tempo uma certa imprensa portuguesa, falava única e exclusivamente de Luaty Beirão.

A nossa fonte junto da RTP, fala de um caso que envolve o jornalista João Adelino Faria, que passou em vários órgãos de informação portugueses, dentre eles a SIC. Com quase 50 nos de idade, nasceu em 1966 em Castelo de Vide e já esteve em missões de conflito como na Bóznia e Israel, também foi locutor de rádio e num dos seus programas chegou mesmo a demonstrar antipatia e uma dose de racismo contra os angolanos de forma directa. Foi um dos membros da equipa de fundadores da SIC, na altura, convidado por Emídio Rangel tendo sido editor de Política Internacional da mesma estação e aqui o jornalista veiculou grande parte de notícias negativas contra Angola e que a Europa consumiu, antes de ter rumado para a RTP.

Talvez aconselhada por gestores portugueses de empresas de seu marido, a esposa de Luaty Beirão, manteve contacto com alguns lobbys junto da imprensa portuguesa, incluindo João Adelino Faria com assessoria de advogados de sua inteira confiança para viabilizar uma mediatização jornalística que beneficiasse o auto-proclamado “revú”, herdeiro de uma fortuna que vai desde acções em bancos angolanos e empresas em Portugal. Na maior parte das vezes, sua esposa trata de algumas questões financeiras de seu interesse.

A estratégia parece ter sido mal elaborada, quando uma certa “imprensa portuguesa comprada” pelo activista angolano, acabou esquecendo dos restantes 15 activistas, o que levantou uma questão moral.

Os valores globais gastos com jornalistas portugueses não são conhecidos, mas em muitas situações alguns jornalistas podem ter sido pagos por via de “facilidades ou regalias sociais” e parece que Angola foi tão mal falada que “internamente se começou a desconfiar sobre a razão de tamanha mediatização que alguns jornalistas se prestavam a dar a um único activista” – disse a fonte.

Não se sabe, entretanto, se ela usou uma procuração de Luaty para fazer as tais movimentações de valores ou possuem uma conta solidária ou ainda a possibilidade de ela ter acesso àlgumas contas do activista, considerando a fortuna herdada de seu pai João Beirão, antigo director da FESA.

No último discurso do presidente angolano José Eduardo dos Santos em alusão à independência da república, deixou transparecer uma relação estável entre os dois países, apesar dos últimos acontecimentos.

Fonte: Ditosdobaú

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