laserUm ano depois da anexação da península ucraniana pela Rússia, o Presidente russo explica sem rodeios que a região iria ficar nas suas mãos, fossem quais fossem os custos. Se tivesse sido necessário, o Kremlin teria usado a força nuclear. É a primeira vez que se vê Putin a falar abertamente sobre o assunto. Mas ainda sem aparecer fisicamente.

Para assegurar a anexação da Crimeia à Rússia, o Kremlin estava pronto a acionar as suas forças nucleares. Foi o próprio Presidente russo, Vladimir Putin, quem o anunciou no documentário que estreou este domingo, para celebrar o primeiro aniversário da anexação da península ucraniana.

Putin declarou ainda que a Rússia salvou a vida do Presidente ucraniano deposto, Viktor Ianukovitch, que estava em perigo depois da subida ao poder dos “revolucionários”. “Recebemos informações de que havia planos não só para a sua captura, mas também, e preferencialmente para os que realizaram o golpe de Estado, para a sua eliminação física”, explicou Putin, que citou Estaline: “Não há pessoa, não há problema”.

Os protestos contra Ianukovitch começaram em novembro de 2013, depois de o ex-líder ucraniano ter assinado um acordo com o Kremlin, ao invés de assinar o contrato comercial com a União Europeia, tal como estipulado havia meses. As manifestações começaram em novembro e acabaram por conduzir à deposição e fuga de Ianukovitch, em fevereiro de 2014, depois de dezenas de mortos nas ruas de Kiev. A destituição de Ianukovitch foi, em última análise, a gota de água que levou a Rússia a anexar a península ucraniana.

No documentário, simbolicamente intitulado “Crimeia. Caminho de Volta a Casa”, Putin explica que não sabia que reação esperar do Ocidente e que, para defender a península, foi obrigado a orientar e a dar ordens diretas às forças armadas. Quando questionado sobre se estava disposto a colocar as forças nucleares em alerta, a resposta não deixou dúvidas: “Nós estávamos dispostos a fazê-lo”.

Estas são declarações de Putin recuperadas do documentário, mas o Presidente russo continua sem surgir em público  desde o dia 5 de março, abrindo espaço a ínúmeras especulações sobre as razões do seu “desaparecimento”.

Fonte: EXPRESSO

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