Seleka fighter holds his machine gun near the town of KuangoO ministro das Relações Exteriores de Angola lamentou ontem em Luanda os conflitos que ainda se registam na República Centro Africana (RCA) e no Sudão do Sul, depois dos esforços feitos para a paz nesses países.

Georges Chikoti discursava na abertura da décima Reunião Interministerial da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), realizada para analisar o estado da organização.

O chefe da diplomacia referiu que a continuidade dos conflitos nesses países revela o desafio que a organização continua a enfrentar no cumprimento dos objectivos preconizados pelo Pacto de Nairobi e pela Declaração de Dar-es-Salam.

À margem da reunião, em declarações à imprensa, disse que neste momento membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, do qual Angola faz parte, estão a realizar visitas que os levarão à RCA, Etiópia e Burundi.

Segundo o titular da diplomacia angolana, foram realizados durante 2014 grandes progressos no processo para a paz naqueles países, mas a não evolução da situação relacionada com os rebeldes da FDRL, faz com que o processo esteja “um pouco parado”.

“Mas temos esperança que de modo geral vai-se evoluir cada vez mais para a paz, porque dos Estados nesta região é de se conseguir consolidar a paz na República Democrática do Congo, na RCA e no Sudão Sul”, sublinhou.

Realçou que “há algum desespero no que diz respeito ao Sudão do Sul”, porque as divergências entre as partes opositoras “continuam a ser muito profundas”.

“Não há possibilidades de solução, mas vamos ver se os esforços globais da região e da comunidade internacional vão no sentido de se conseguir consolidar a paz no Sudão Sul”, adiantou.

Relativamente à preparação da conferência de paz na RCA, Georges Chikoti disse que verificam-se alguns atrasos, salientando que o grupo internacional de contacto vai realizar no dia 16 uma reunião no Brazzaville, na qual Angola participará.

“Na RCA, a situação continua a ser um pouco confusa, por causa da iniciativa que ocorreu em Nairobi e daquilo que estava inicialmente preconizado a realizar-se em Bangui, portanto, até agora há algum atraso. Atraso em termos políticos, mas atraso também em termos financeiros, para que se realize o processo de diálogo interno entre as próprias forças políticas em Bangui, na RCA”, acrescentou.

No seu discurso, o governante angolano realçou que a permanência de conflitos nesses países, que obriga a execução de várias iniciativas do presidente em exercício da CIRGL, José Eduardo dos Santos, deve conduzir ao aumento da consciência de que se torna cada vez mais necessária uma coesão e coordenação das ações no âmbito do Mecanismo Alargado de Verificação Conjunta, incluindo a sua saúde financeira.

Nesse sentido, frisou que os atrasos no pagamento das contribuições financeiras por vários Estados-membros inviabiliza a execução de muitas tarefas previstas no plano de ação da organização, nomeadamente programas e fóruns da CIRGL.

Angola preside desde Janeiro de 2014 a CIRGL, uma organização criada em 1994, depois de conflitos políticos que marcaram a região dos Grandes Lagos, integrada ainda pelo Burundi, República Centro Africana, República Democrática do Congo, República do Congo, Quénia, Uganda, Ruanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.

Fonte: Rede Angola

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