Fonte: Angop

steLuanda – Angola foi justamente escolhida para a presidência do Processo Kimberley em 2015, por ter sido um actor impecável desde a sua instalação em 2000, considerou hoje, quinta-feira, em Luanda, o presidente do Centro Mundial de Diamantes da Antuérpia (AWDC), Stepfane Fischler.

Stepfane  Fischler, que está no país a convite do Governo de Angola para falar sobre o Processo Kimberley, referiu que Angola é também o centro da instalação da Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (ADPA) e, como tal, saberá empregar correctamente todos os princípios quando estiver na presidência do processo kimberley.

“O importante do processo está na definição e implementação de padrões para a condução correcta da indústria diamantífera a nível mundial. Esperamos que Angola, na qualidade de presidente, continue a ajudar a implementação destes padrões para que os países africanos com produção aluvionar possam tirar proveito da implementação destes critérios na condução da indústria diamantífera nos seus países”, sublinhou.

Quanto à formação de angolanos na área diamantífera, Setpfane referiu que a situação é facilitada quando os países e as instituições são parceiras. O centro tem dado formação aos parceiros africanos e a partilha de conhecimentos e experiência será implementada desde que haja um simples sinal de Angola para confirmar, disse.

“É importante conhecer o país, mas a informação que foi hoje partilhada ajudou a ter uma visão mais ampla daquilo que é Angola e para onde caminha. Vamos esperar que os encontros vindouros ajudem a contribuir para nessa percepção”, augurou.

Relativamente aos países que ainda persistem em utilizar os diamantes para alimentar guerras, Stepfane Fischler informou que ainda há um longo caminho a percorrer para a implementação total do processo kimberley, pelo que, se espera que Angola ajude a reforçar a implementação de cada um destes critérios e cláusulas do processo para que, a medida que se for avançando, se mitigue todas as fontes que possam surgir para os diamantes de conflito.

Stepfane Fischler visitou as empresa nacionais de Diamantes (Endiama) e Sodiam- Comercialização de Diamantes, assim como foi recebido pelos ministros da Geologia e Minas, e da Economicia, respectivamente, Francisco Queiroz e Abrahão Gourgel.

O processo kimberley teve inicio no ano de 2000, na cidade sul-africana de Kimberley.  A iniciativa foi de Angola como reacção a campanhas de organizações não governamentais que deram visibilidade e que veio dar resposta a uma situação que era imperiosa combater.

Em Dezembro de 2000  a Assembleia Geral das Nações Unidas apoiou e legitimou o processo por meio da Resolução 55/56, e em Novembro de 2002 delegações representando 37 participantes reunidos em Interlaken (Suiça) assinaram a declaração de Interlaken, que adoptou o Sistema de Certificação do Processo Kimberley (SCPK).

Importa referir que o certificasdo do processo Kimberley foi adoptado com base no certificado de exportação de diamantes emitido pelas autoridades angolanas antes do início deste processo.

O Sistema de Certificação entrou em vigor em Janeiro de 2003 e contribuiu para reduzir o percentual de diamantes de conflito introduzidos no fluxo internacional .

O Sistema conta com 55 participantes, representando 81 países que produzem, transformam, importam e exportam os diamantes produzidos no mundo.

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