Por: Josias Abreu

Jonas Savimbi

Jonas Savimbi

“Primeiro o angolano; segundo o angolano, terceiro o angolano, quarto o angolano, quinto o angolano, e depois os estrangeiros ficariam lá não sei aonde” – Jonas Savimbi.

Depois deste despautério, pensemos com a inteligência que supostamente nos caracteriza à todos. Usaremos do método de Platão, questionaremos:

– Um país que alcança a independência sem quadros, poderia avançar sem os outros? que país do mundo se conhece que não emprega técnicos qualificados estrangeiros? que países do mundo voces conhecem que emprega estrangeiros e não tem cidadãos nacionais desempregados? França, Itália e outros países colocam no poder pessoas de outras nacionalidades, o que teria Jonas Savimbi a dizer em relação a isso? e se Portugal no tempo da guerra não aceitasse que nossos irmãos angolanos tivessem emprego naquela altura por serem estrangeiros? os quadros da UNITA não estudaram no estrangeiro? E se lá não permitissem isso aos estrangeiros?

A frase de Jonas Savimbi, retira qualquer protagonismo aos estrangeiros na vida nacional, mesmo que não tivéssemos técnicos, incompetente ou não, um angolano teria de lá estar para cumprir com essa tese demagógica e falta de visão política. Jonas Savimbi foi um palhaço armado em que profere as mais eloquentes, porém, inúteis falácias ou discursos.

Os EUA, é hoje a hiperpotência porque valoriza o homem e sabe que importam aqueles que querem contribuir para o crescimento do país. Por exemplo, de que adianta ser angolano e trair sua própria pátria tal como o fez Jonas Savimbi? Aliás, traiu o continente africano ao ter feito sua vergonhosa aliança com o apartheid que oprimia os negros. Curioso, o mais velho de nariz gordo nunca chegou a condenar aquele regime racista e segregacionista.

Não podemos acreditar que angolanos conluiem com poderes obscuros, nomeadamente Rafael Marques, ganhando salários milionários apenas para desestabilizar o país, através do seu chefe George Soros. Que lugar um angolano assim merece? O que não entendo é a contínua burrice da UNITA em continuar a advogar essa frase que nos faz regressar à ideia fascista de Hitler, em que só os alemães interessavam e tudo o resto que fosse para o raio que os partisse.

Numa época de pura globalização, essa frase se tornou inútil e xenófoba, desactualizada tal como o seu autor sempre o foi. Na verdade, a diferença entre Jonas Savimbi e Agostinho Neto/JES é que enquanto estes aglutinaram em si mulatos, brancos e autóctones, Savimbi achava que só os sulanos eram angolanos e por isso perderam. Agora também, se a UNITA governasse e contasse apenas com os angolanos, no espírito da arrogante frase de Jonas Savimbi, esse país seria isolado, atrasado e extremamente subdesenvolvido.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

One response »

  1. Joshua Quiteculo diz:

    O “Ditos do Baú” assume que é um instrumento nas mãos do regime angolano. Por isso temos orgulho nos fretes que fazemos ao Governo o que, aliás, corresponde ao que diz o escolhido de Deus, o nosso querido Presidente José Eduardo dos Santos, que Angola é o MPLA e o MPLA é Angola. E é por isso que, agora e sempre, nós aqui no “Ditos do Baú” ajudamos a varrer do nosso país todos os que não veneram o nosso querido líder. Para esse feito usamos tudo quanto for necessário, até mesmo fuzilar quem não estiver de acordo.

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