PAR

Por: Costa Nafoia

A rede social facebook, tem vindo, para o melhor e para o pior, a intensificar o debate político entre jovens internautas e não só. Duas grandes páginas se destacam nessa direcção, nomeadamente as páginas oficiais do MPLA e da UNITA. Entre os vários debates que são levados a cabo, uma questão nos pareceu pertinente e até certo ponto preocupante.

Um dos gestores do grupo da UNITA, excluiu da sua página uma militante do MPLA, por essa ter mostrado os avanços que se registam ao nível do país, através de imagens que mostravam os progressos do Huambo em particular, e ter criticado de seguida o facto das pessoas nada discutirem sobre a nova realidade. A justicação do gestor da página da UNITA foi clara: “ Não existe espaço na UNITA para discutir sobre pontes , jardins ou outros progressos, apenas sobre mortes e a forma de terminar com elas”. E continuou:

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No entender da UNITA, excluir alguém por mostrar uma “Nova Angola” e expressar sua opinião, não tem nada que ver com a Democracia. E sinceramente, não sabemos se alguma vez chegaram a ler o artigo 40º da CRA, nº 1, segundo a qual, ninguém deve ser impedido nem discriminado por expôr suas ideias…sendo que o nº 3 estabelece como limites a ofensa à honra, ao bom nome, etc:

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No final, a internauta Helena Farias, disse que todos os militantes da UNITA seriam bem-vindos nas páginas do MPLA para contribuírem em prol do debate crítico.

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A democracia é um exercício permanente, um processo que deve ser maturado todos os dias, e o que se passa nas redes sociais, não é mais nem menos intolerância política, do que aquela que se faz de forma directa e curiosamente, questionada pela própria UNITA.

As formas como a UNITA se vem posicionando impõem várias questões, sendo que se no dia anterior defender o dossier “vida humuna”, no dia a seguir, e tal como neste último fim de semana, aparecer no Jornal a “Capital” como a mandante do crime que vitimou os três polícias em Maio de 2013, no bairro Paraíso, município de Cacuaco, pagando aos meliantes cerca de USD 4.000 de acordo com os detidos e supostos assassinos, noticiou o jornal.

A intolerância política já é um facto no facebook, e essa é uma prova inequívoca.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

One response »

  1. Joshua Quiteculo diz:

    O “Ditos do Baú” assume que é um instrumento nas mãos do regime angolano. Por isso temos orgulho nos fretes que fazemos ao Governo o que, aliás, corresponde ao que diz o escolhido de Deus, o nosso querido Presidente José Eduardo dos Santos, que Angola é o MPLA e o MPLA é Angola. E é por isso que, agora e sempre, nós aqui no “Ditos do Baú” ajudamos a varrer do nosso país todos os que não veneram o nosso querido líder. Para esse feito usamos tudo quanto for necessário, até mesmo fuzilar quem não estiver de acordo.

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