Eduardo Jonatão Chingunji -O Patriarca dos "Chingunji"-

Eduardo Jonatão Chingunji
-O Patriarca dos “Chingunji”-

Pessoas no seio da UNITA interessadas em resgatar a débil imagem de Jonas Savimbi – conhecida como sendo de terror e morte, através de relatos de sobreviventes e de seus mais directos colaboradores, de onde se destacam as mortes por via de fogueiras de crianças e mulheres, muitas das quais suas esposas – pretendem influenciar Dinho Chingunji a não lançar seu livro sobre a “saga dos Chingunjis” ou a adoptar uma linguagem que não lese tanto a imagem de Jonas Savimbi.

Nos dias que correm, alguns politólogos em conversas não vinculativas, não percebem a razão da UNITA insistir em homenagear um homem cujas obras marcaram pela negativa a história de Angola e numa altura em que as “feridas” ainda não estão saradas.

O site NaçãoOvimbundu, relatou pormenores de um episódio que provou a loucura e malícia de Jonas Savimbi, dando conta que em 1979, foi assassinado o patriarca dos Chingunji, Estevão Jonatão Chingunji, sua esposa Violeta Jamba, e seus dois filhos Dino Chingunji (também foi morta Aida Henda- sua esposa, a irmã desta, Vande, e o seu filho mais novo Eduardinho) e Alice Chingunji (Lulu). Esta teve, por sorte, da relação com Isaías Chitombi, uma filha. Uma das poucas sobreviventes. Um dos traços característicos das sagas é o facto de não afectarem apenas as famílias implicadas, mas também as pessoas que se envolvem com elas.

A maldição viria, no entanto, a manifestar-se nesta família desasseis anos mais tarde. Em 1991, o mundo ficou boquiaberto quando soube da boca de Nzau Puna e Tony da Costa Fernandes, o inimaginável: Haviam sido mortos Tito Chingunji, sua esposa Raquel (Romy) e os três filhos, dois dos quais eram gémeos. A par disso, Wilson Santos, Helena Chingunji e os seus filhos (Koly, Rady e Paizinho) tiveram a mesma sorte.

O sobrevivente

Eduardo Jonatão Chingunji (Dinho) filho de Samuel Chingunji “Kafundanga” – que terá feito a primeira bomba que abalou os alicerces do exército colonial Português – sobreviveu por estar no exterior, a estudar, e juntar-se a um grupo de intelectuais dissidentes da UNITA, onde se destacam George Chicoty, actual ministro das Relações Exteriores.

Dinho Chingunji, afirmou na sua página do facebook, que dará a sua opinião em relação ao dia 22 de Fevereiro, dia em que faleceu o líder rebelde da UNITA. Muitos preferem considerar essa data, como o “dia da libertação”, pelo facto de Angola ter alcançado a paz, somente após a morte de Jonas Savimbi.

Dinho, havia anunciado para esse ano o lançamento do seu livro.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

One response »

  1. Joshua Quiteculo diz:

    O “Ditos do Baú” assume que é um instrumento nas mãos do regime angolano. Por isso temos orgulho nos fretes que fazemos ao Governo o que, aliás, corresponde ao que diz o escolhido de Deus, o nosso querido Presidente José Eduardo dos Santos, que Angola é o MPLA e o MPLA é Angola. E é por isso que, agora e sempre, nós aqui no “Ditos do Baú” ajudamos a varrer do nosso país todos os que não veneram o nosso querido líder. Para esse feito usamos tudo quanto for necessário, até mesmo fuzilar quem não estiver de acordo.

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