Por: Félix Miranda

Os agentes "inputs" da CIA

Os agentes “inputs” da CIA em Angola

O título, não pode parecer novidade para alguém, aliás, esta agência está implantada ao nível global, e suas acções são encobertas muito em função de ONG´s e suposta rede mundial de ajuda humanitária, temos por exemplo o caso da USAID, expulsa em vários países do mundo por apoiar grupos hostís aos governos legítimamente eleitos, facilitando a acção subversiva e a sublevação popular.

Em Angola, a implantação da USAID e de várias ONG´s no decorrer da guerra civil angolana, propiciou o recrutamento de vários agentes tanto ao nível de funcionários públicos e mais concretamente do lado da UNITA – consta que um dos motivos que levou Savimbi a assassinar Tito Chingunji e sua família foi o facto da CIA ter planeado a substituição de Jonas Savimbi à favor de Tito – nomes como Abel Chivukuvuku, Jardo Muekália, Jorge Valentim, António Dembos e muitos outros, recebiam treinamentos de inteligência para poderem resistir às investidas das FAA e retirarem o MPLA do poder através do “entrismo” (infiltração de pessoas à todos os níveis da estrutura do Estado com fins de acção subversiva).

Com o passar do tempo, muitas dessas informações foram parar ao MPLA, as deserções no galo negro, a fuga dos generais e não só, colocaram à descoberto enormes planos da CIA em Angola e o governo pôde na altura, diminuir as consequências do “entrismo”. Essa realidade levou a CIA a adoptar uma nova estratégia, “Transmitter and non-receiver”, ou seja, “agentes inputs” que fornecem informações, mas não a recebem, assim, os agentes angolanos passaram a transmitir e a reportar tudo o que se passasse em Angola, mas nunca recebiam informações que pudessem pôr em causa os planos da agência, tal como aconteceu no passado. É um plano insuficiente, considerando que nos tempos que correm nada está perfeitamente encoberto que não possa ser descoberto.

Desde 1990 até 2007, novos agentes foram incorporados, de onde se destacam pessoas de relevo da nossa política interna. O Almirante Miau, por formas a dar sequência à experiencia de Abel Chivukuvuku, ingressou à CASA-CE no âmbito de uma estratégia da agência. Rafael Marques, é o bode expiatório da sociedade civil, que ligado a George Soros, o homem especialista em derrubar governos, agora aliada à eurodeputada Ana Gomes, que por acaso e de acordo com dados de inteligência faz parte da lista de eurodeputados ao serviço dos interesses dos EUA, talvez por isso não tenha feito tanto alarido ao caso “Escutas Globais da NSA”.

William Tonet, e Rafael Massanga, enquadrado num plano de resgatar a moribunda honra de seu pai, também são agentes “inputs” da CIA.

Rafael Marques, Almirante Miau, Rafael Massanga Savimbi, William Tonet, e tantos outros que só o tempo descobrirá podem ou não ser considerados traidores? A questão vai além disso, muitos deles são deputados que possuem informações sensíveis. Será por isso que a CASA-CE exigiu que o Governo dissesse e relatasse todas as suas verbas destinadas aos serviços de segurança e das demais acções encobertas no âmbito dos serviços de inteligência?

Eu já não saberia responder à essas questões e deixo para a vossa análise.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

One response »

  1. Dito de baú e o MPLA a ver fantasma por tudo quanto é canto?… Esta notícia é infundada e ridícula

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