Isaías Samakuva Presidente da UNITA

Isaías Samakuva
Presidente da UNITA

Analistas e cientistas políticos ligados ao partido MPLA, têm vindo a estudar o possível cenário político pós-eleitoral de 2017, se a oposição continuar debilitada e sem forças para fazer face ao partido no poder. Propostas têm chegado à Cidade Alta para que se pondere em 2017, em caso de derrota da oposição – o que é bastante provável, pois, convenhamos que nenhum partido tem a máquina tão afinada quanto o MPLA – o Executivo a ser formado contemple alguns cargos a entidades da oposição e sociedade civil cuja competência seja efectivamente reconhecida.

Nomes como o de Reginaldo Silva, Celso Malavoleneke, Jaka Jamba, Alcides Sakala, Jardo Muekália, Lindo Bernardo Tito, Rosado de Carvalho, Miraldina Jamba,  Filomeno Vieira Lopes, e outros, poderão contribuir nas áreas da Comunicação Social Cultura e Direitos Humanos.

A grande dúvida reside nos ciúmes reinante no interior do MPLA e por outro lado no tabú reinante no seio da oposição política, em que qualquer contributo ao actual poder é visto como bajulação. Entendem os cientistas políticos, que se a Cidade Alta, dêr luz verde a essas propostas, dois ganhos essenciais poderão acontecer:

– Inclusão dos intelectuais de outros partidos políticos e a consequente abordagem diferenciada dos assuntos que preocupam Angola e os angolanos, com possibilidades de melhores resultados que satisfaçam a maioria.

– Mitigação do enorme poder do MPLA, fruto de questões conjunturais, dando a possibilidade da oposição se fazer ouvir e trabalhar. Colocar todo o pensamento dos intelectuais ao serviço do país.

Se tal acontecer, umas das regras do acordo, será a impossibilidade dos membros convidados poderem usar eventuais sucessos no decorrer das suas funções, para efeito de campanha político-partidária.

O ano de 2017 será certamente decisivo para sabermos o papel que Angola reserva aos Partidos da oposição.

Redacção: Ditos do Baú

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One response »

  1. Joshua Quiteculo diz:

    O “Ditos do Baú” assume que é um instrumento nas mãos do regime angolano. Por isso temos orgulho nos fretes que fazemos ao Governo o que, aliás, corresponde ao que diz o escolhido de Deus, o nosso querido Presidente José Eduardo dos Santos, que Angola é o MPLA e o MPLA é Angola. E é por isso que, agora e sempre, nós aqui no “Ditos do Baú” ajudamos a varrer do nosso país todos os que não veneram o nosso querido líder. Para esse feito usamos tudo quanto for necessário, até mesmo fuzilar quem não estiver de acordo.

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