jose1Sua Excelência, Yowere Musseveni, Presidente cessante da Conferência Internacional dos Grandes Lagos, presidente da república do Uganda,

Excelências chefes de Estados e de Governo,

Excelentíssimo Sr. Secretário Executivo da Comissão para Região dos Grandes Lagos,

Excelentíssimos Srs. Ministros e membros das respectivas delegações,

Ilustres convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,

Eu dou as mais calorosas boas vindas a todos os participantes dessa cimeira e espero que se sintam entre nós, como nos vossos respectivos países, beneficiando da amizade e da hospitalidade do povo angolano.

Agradeço, sensibilizado, as palavras de cortesia e apreço formuladas pelos oradores que me precederam e em especial por sua excelência Yowere Musseveni, presidente da República do Uganda na sua qualidade de presidente cessante da nossa Comissão.

A nossa cimeira tem lugar num momento crucial para a região dos Grandes Lagos. A situação nessa região é caracterizada por um lado, pelo longo e ainda instável processo de pacificação e estabilização na parte leste da República Democrática do Congo e por outro pelo surgimento de novos conflitos no Sudão do Sul e na República Centro Africana. Essa situação é preocupante não apenas por afectar os países da sub-região, mas também por ser um factor que perturba e retarda o processo de integração e do desenvolvimento de África no seu todo.

Com efeito esta cimeira deverá ouvir e analisar os diversos relatórios sobre a situação geral e em particular sobre os países onde se desenrolam conflitos para procurar soluções realistas e duradouras que possam ser efectivamente implementadas. Os nossos esforços conjuntos serão naturalmente conduzidos nos marcos do direito, das nossas instituições sub-regionais e da União Africana, evitando-se a actuação paralela e sobretudo a interferência nos assuntos internos de países vizinhos, pois os resultados positivos da acção conjunta trarão benefícios para todos.

Cada um de nós deve em primeiro lugar desenvolver esforços para garantir a sua segurança interna. A paz e a estabilidade política do seu país, isso pressupõe promover a reconciliação e a unidade nacional, aprofundar e consolidar no interior de cada um dos nossos países, a democracia e implementar políticas pública e programas que ajudem as empresas, as cooperativas e as populações em geral a resolver progressivamente os seus problemas essenciais. A paz e a estabilidade em cada um dos nossos países e a boa vizinhança são a garantia da paz regional.

Nas nossas relações bilaterais e sub-regionais devem prevalecer os princípios do respeito mútuo da solidariedade e da não-agressão, que excluem em absoluto qualquer espécie de apoio à subversão. A solidariedade a sabedoria, ou ser sensato em todas as circunstâncias, são valores e atitudes que decorrem da nossa cultura e que não devemos menosprezar quando queremos estabelecer denominadores comuns, para que a acção concertada possa atingir resultados positivos almejados.

O grande desafio que se coloca diante de nós, é o de saber se seremos capazes ou não de banir da nossa sub-região e do continente no seu todo os conflitos armados, as rebeliões e as subversões, para dar início a uma nova era de paz, estabilidade e desenvolvimento económico e social. Temos o dever de dizer que sim, ao respondermos a essa pergunta, que somos capazes de trabalhar para que isto aconteça, pois nós somos a esperança dos povos que confiam em nós a condução dos seus destinos.

A Carta da União Africana, diz tudo, tudo o que devemos fazer, basta respeitá-la e implementá-la para se alcançar os objectivos e reforçar a nossa cooperação em todos os domínios, cumprindo os compromissos assumidos.

Excelências, minhas senhoras e meus senhores,

É com este espírito que a República de Angola vai assumir nos próximos dois anos, a presidência da Comissão Internacional para Região dos Grandes Lagos. A nossa posição será sempre a de manter o diálogo e de obter consensos entre os países da região para concretização da estratégia comum, que visa restabelecer e consolidar a paz e a estabilidade política e promover o progresso e a prosperidade na região dos grandes lagos. Neste sentido a República de Angola, terá na sua agenda três grandes domínios.

Plano Político

Vai dar ênfase à implementação do pacto sobre a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da região dos Grandes Lagos e do Acordo Quadro para essa região, sem esquecer todos outros compromissos assumidos assim como a colaboração para a busca da paz e da estabilidade na República Centro Africana e no Sudão do Sul.

Plano Económico e Social e do Desenvolvimento Regional

A República de Angola, envidará esforços para promover o intercâmbio comercial entre os nossos países, promover a troca de experiencias nos domínios administrativo, da gestão macroeconómica, do combate à fome e à pobreza e às grandes endemias, e do aumento do emprego e da cooperação nos sectores da economia real, convista a apoiar a estratégia da diversificação das nossas economias.

Plano da Defesa e Segurança

A República de Angola vai dar continuidade à promoção da gestão conjunta da segurança das fronteiras comuns, da cooperação sobre questões gerais de segurança incluindo o combate ao tráfico de seres humanos, a imigração ilegal, a exploração ilícita e pilhagem de recursos naturais e a proliferação ilegal de armas, a prevenção e combate às actividades criminosas transnacionais e ao terrorismo.

A República de Angola conta com o apoio e empenho de vossas excelências e dos Estados membros, para a realização destes objectivos, continuando assim com o excelente trabalho que foi levado a cabo por Sua Exa. o presidente Musseveni, enquanto presidente em Exercício da Comissão dos Grandes Lagos.

Eu apresento ao Senhor Presidente Musseveni, as minhas felicitações pelo excelente trabalho realizado.

Agradeço ao Senhor Secretário Executivo e a todas as equipas que criaram as condições de trabalho, para organização com êxito dessa cimeira.

Trabalhemos juntos para garantir um futuro melhor para os nossos povos.

Bonne année!

Happy New Year!

Feliz ano Novo!

Obrigado pela vossa atenção.

Redacção:  Ditos do Baú!

About Patriota

Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

2 responses »

  1. Joshua Quiteculo diz:

    O “Ditos do Baú” assume que é um instrumento nas mãos do regime angolano. Por isso temos orgulho nos fretes que fazemos ao Governo o que, aliás, corresponde ao que diz o escolhido de Deus, o nosso querido Presidente José Eduardo dos Santos, que Angola é o MPLA e o MPLA é Angola. E é por isso que, agora e sempre, nós aqui no “Ditos do Baú” ajudamos a varrer do nosso país todos os que não veneram o nosso querido líder. Para esse feito usamos tudo quanto for necessário, até mesmo fuzilar quem não estiver de acordo.

  2. Antônio Armando diz:

    Fuzilar? O que é isso Joshua Quiteculo? Quando o próprio Presidente JES defende o respeito à vida e à diferença……

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