Fonte: TPA GLOBAL

chicotyNuma curta entrevista que o ministro das Relações Exteriores concedeu à TPA, na estreia do programa “TPA GLOBAL” ontem quarta-feira, voltou a focar-se nas tensas relações entre Angola e Portugal. O destacado ministro, fez alusão ao facto de Portugal pretender abusar da generosidade e humildade do povo angolano, mas fê-lo em palavras mais diplomáticos, argumentando que “o que está em causa é o atentado que Portugal está a fazer ao sistema político angolano”, Para alguns, o “que se passa são simples acusações e ofensas a dois ou mais dirigentes angolanos, mas advirto que a questão é mais séria do que isso”.

O ministro Chicoty, embora não tenha feito acusações directas, deixou transparecer que alguns sectores da elite portuguesa, podem eventualmente estar a gozar de apoios internos.

Novas cooperações estratégicas, com Brasil, África do Sul, China, Espanha, poderão ser feitas nos próximos tempos, o que pressupõe um fim definitivo, sem retorno, da cooperação estratégica com Portugal.

No final da sua entrevista, o ministro reafirmou que “Angola só é assim visada, porque é talvez o único país africano, ou pelo menos dos poucos que não recebe ordens das potências ocidentais. Talvez devamos colocar aqui tambêm o Zimbabwé, e isso irrita muita gente”.

Nossas fontes apuraram, que os investimentos de Angola para Portugal deveriam triplicar nos próximos 5 a 10 anos, e ajudaria a ex-colónia nesse momento difícil, porém, os complexos que norteam a sociedade portuguesa, fizeram “fugir” um aliado difícil de se encontrar em tempo de crise.

O analista político e diplomata, Sebastião Isata, por sua vez, em reacção aos pronunciamentos do ministro, aconselhou Portugal a perceber “que a soberania de um Estado não pode ser posta em causa, muito menos ser julgada por outro poder soberano”.

Na Europa existe um velho ditado que diz: “Portugal não sabe governar nem se deixa governar”. O que é facto é que esse país do velho mundo sempre viveu dependente dos seus aliados e agora põe entraves ao seu próprio futuro, atravês das imberbices e de visões de curto alcance ao estilo de melopeias fadistas, com pautas de arrogância secular, cujas claves já não simbolizam sons, apenas complexos.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

One response »

  1. José Eduardo dos Santos diz:

    Em nome da Presidência da República, do Governo e do MPLA, agradeço o contributo do “Ditos do Baú” como instrumento nas mãos do regime angolano do qual sou o mais alto representante. Angola é o MPLA e o MPLA é Angola.

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