Por: Félix Miranda

ImagemLiderar, coordenar, e até mesmo lutar pelo poder requer perícia e uma razoável adequação e rácio estratégico entre acção vs reacção. A forma como se faz oposição em Angola, está longe disso, aliás, parece uma barreira intransponível, a seriedade, arte e cientificidade no fazer política. O caso gritante é o partido UNITA, cujos factos políticos que cria, nunca são originais, procedem sempre de um acto do Governo de Angola ou de uma intervenção pública do Presidente da República.

O jornalista e activista cívico, Celso Malavoleneke, chegou mesmo a designar um dos discursos do lider da UNITA, na senda do que atrás fizemos referência, como uma “Montanha Que Pariu Ratinhos”. Hoje, prepara-se, para talvez, não uma montanha a parir ratinhos, mas uma “lagoa a cuspir cacussos”.

Não podemos ter um político que representa o suposto, maior partido da oposição – suposto, porque, nem sequer sabemos se a oposição em Angola existe – que se posiciona como um actor que reage em função de tudo o que JES diz. A sua rádio Depertar, com antenas da mediocridade, irá veicular o curso dessa “lagoa a cuspir cacussos”, mas de uma coisa podemos ter certeza: os cacussos não alcançarão nunca o mar.

Se olharmos, para os “talibãs” da UNITA, digo, militantes, podemos saber quem são, o que representam e mais importante, o que não representam: uma alternativa ao poder. O exemplo, foram os aplausos da UNITA em função da não entrada de Angola no Conselho de Segurança, como membro Não Permanente. A internauta, Ana Margoso, disse mesmo na sua página do feacebook, “Ganharam Juízo”. Felizmente, notei muitas críticas contra essa “talibã”, eu não pude comentar, porque não sou amigo, mas se pudesse diria simplesmente o seguinte: voltem para as matas da Jamba, e reflitam se querem fazer oposição ao país ou ao Executivo. Eu apelaria uma oposição tendente à uma alternância do poder e jamais colocar barricadas nos já difíceis trilhos que visam erigir a pátria, para orgulhar o sangue dos nossos ancestrais e heróis.

Desse discurso, que provavelmente acontece por volta das 15 horas de hoje, esperamos duas coisas essenciais:

– Um ataque constante à figura do Presidente Eduardo dos Santos, como forma de se projectar a imagem de Samakuva, enquanto político que vive alimentando-se da propaganda barata.

– Uma rádio Despertar que terá os revús em sintonia permanente, que se farão passar de simples ouvintes, para apoiarem tudo que se disser contra o Executivo, e mais vergonhoso contra essa pátria que lhes perdoou e se transformou no abrigo, que Jonas Savimbi nunca lhes dera.

Que venham os cacussos! desde já, importa recordar algumas características de uma boa cacussada, tem pouca carne é abundante em pinhas, normalmente consumida por amantes de bebidas alcoólicas, come-se com jindungo, para parecer picante. Não se enganem, e se quisermos analogias, saibam que os alcóolatras são os revús/ouvintes, quanto ao jindungo trata-se inevitávelmente da rádio Despertar.

Que Angola consiga sobreviver a mais um show de pirotecnia política e propagandística dos maninhos!

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

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