Fonte: Ditos do Baú

Imagem“Angola e África, precisam acabar com os nefastos complexos do Ocidente e com o neoolonialiso, disfarçados de cooperação mútuamente vantajosa” – lia-se numa das cartas chegada à embaixada de Angola em Portugal, redigida pela comunidade angolana aí residente.

As ofensas morais dirigidas contra todo um povo e proferidas por determinados círculos arrogantes da política portuguesa, levou o Executivo angolano a pôr fim à cooperação estratégica com Portugal, sendo que ficam salvaguardadas as nuances da cooperação bi-lateral, mas não deixará de trazer desvantagens que pesarão de forma dura aos bolsos dos portugueses, nomeadamente na questão que tem que ver com a Dupla Tributação, que incidirá sobre os lucros e rendimentos das empresas e empresários portugueses.

“A dupla tributação económica de lucros é uma situação que ocorre quando o mesmo rendimento é tributado duas vezes dentro da mesma entidade económica. Por exemplo, se a empresa A paga imposto sobre os lucros de um determinado exercício, e o sócio B, paga imposto sobre a distribuição desses mesmos lucros, estamos perante um caso de dúpla tributação económica” – em www.portal-gestão.com

Angola tem um volume de negócios em Portugal a rondar os quase 800 milhões de Euros, no sentido inverso, Portugal representa cerca de metade desse valor em relação à Angola.

As comunidades angolanas na África do Sul, Egípto, EUA, Bélgica e Londres, também demonstraram em notas dirigidas às respectivas embaixadas de Angola, apoio incondicional à posição do Executivo e a necessidade de serem revistas novas formas de cooperação com o Ocidente.

A comunidade na África do Sul, deu ênfase à indagação do presidente José Eduardo dos Santos, segundo o qual, “se os americanos, ingleses, franceses e portugueses, podem ter cidadãos seus a dirigirem multinacionais e a levarem de Angola vários milhões de dólares todos os dias, porque razão os angolanos não podem fazer o mesmo?”

A diáspora angolana foi convergente na idéia segundo a qual um país que não cria uma elite política e barreiras normativas, capazes de evitar o domínio da economia nacional por interesses estrangeiros, está condenado a viver sob a alçada do novo imperialismo.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

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