Por: Félix Miranda

ImagemVivo das mesmas migalhas de incertezas que alimentam minha resistência à esperança. Essa é a minha revolução: uma fé inabalável em projectar sonhos serenos que podem não alimentar, mas também não apunhalam a nação, a pátria dos heróis e seus sangues.

Acho, de forma clara, um despautério, a simples tentativa de alguns jovens se autoproclamarem “revolucionários” sem nada trazerem de novo aos trilhos da gloriosa marcha da nossa nguimbi.

Vislumbra-se uma “batalha” entre uma Lei clara, objectiva e conformada ao Estado Democrático de Direito e um rol de jovens que não percebemos muito bem, nem quais devem ser suas intenções, dogmas, ideologias ou inspirações. Uma batalha em que a lei aprisiona os revolucionários, por fim, finalmente.

O que a sabedoria não ensina, o chicote adverte e a cadeia relembra. E nem sequer é filosofia, perguntem ao puto Nito Alves, que deve ter já conhecido o quanto custa o açoite da democracia e do primado do monopólio da violência legítima.

No dia 19 de Setembro do corrente, os pseudo-revolucionários, contrariando as regras do jogo desafiaram a ordem e para não variar arriscaram as cabeças, os olhos para por sorte ou por arquitectura da providência cabalística, serem contemplados com um flash de bons e potentes megapixells, da tão “amada” SIC ou Ana Gomes. Convenhamos, que sempre rende alguma coisa. Afinal Rafael Marques, no âmbito da “providência” vai falar essa semana no parlamento europeu sobre as detenções em Angola, aquilo a que chamo, “resposta sumária”: competência do Estado em eliminar de forma imediata e sem se render à pressões exógenas, ameaças que atentem contra um bem público ou interesses nacionais, no âmbito interno…deve continuar.

Lei clara

O artigo 5.º atinente à Lei sobre o Direito de Reunião e das Manifestações, seu número 2, refere que “os cortejos e os desfiles não poderão ter lugar antes das 19:00 horas nos dias úteis e antes das 13:00 horas aos sábados, salvo em situações devidamente fundamentadas e autorizadas.”

O artigo 4º, número 1, estipula que o “exercício do direito à reunião e manifestação não exclui a responsabilidade pela ofensa à honra…das pessoas e dos órgãos de soberania”.

Prisão dos revolucionários

O que vimos assistindo, viola todas aquelas normas citadas anteriormente. Desde o descumprimento do horário até às ofensas à honra das pessoas e das instituições, nomeadamente o Presidente da República e demais instituições.

A privação da liberdade, assume-se nessa dimensão, não apenas necessária, mas oportuna para renegar contornos e vícios latentes que se não forem devidamente acautelados, podem significar um Estado débil e manipulável.

Proposta e meio termo

A “resposta sumária” deve continuar, talvez assim se ponha fim aos tentáculos dos anti-patriotas. Mas é preciso que se avise a UNITA que deve deixar de criar grupos de delinquentes ou deve ser responsabilizada pelos seus actos. Todos os angolanos acompanharam a forma como os revús participaram da reunião da JURA, com imposições de agendas, e o meu amigo Raúl Danda, tentando ludibriar os incautos, alertava ao seu braço juvenil armado os revús, para que continuassem a luta.

Essa luta que não existe. Mas os patriotas sabem como se faz uma revolução, aprenderam com sonhos e punhos, de joelhos magoados e faces pálidas para legarem uma Angola mínima, nós, sabemos que “a esperança somos nós os teus filhos partidos  para uma fé que alimenta a vida”.

About Patriota

Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

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