Por: Félix Miranda

ImagemLembro-me, como se fosse hoje, um avião militar transportava a selecção de basketball, para um campeonato africano. O povo defronte ao ecrã da TPA, vibravam com os ressaltos e triplos dos nossos jogadores, mas sabiam que a emissão poderia ser interrompida por uma reportagem relatando a guerra, “mais uma emboscada”, “a ponte que ligava o rio Kwanza foi destruída” e assim por diante, mas isso já não importava. Afinal, na Jamba e em Luanda, o desporto chegava sem atentados ou emboscadas. E quando decorria o terceiro quarto, a emissão da TPA se foi. Silêncio. Dúvida. Certeza: os postes de alta tensão que traziam energia à Luanda, tinham sido destruídos. A selecção venceu nesse dia, e esquecemos o resto.

Uma juventude que se ergueu para lutar com suor e vencer, ultrapassou as barreiras da amargura, alguns deles são heróis que indevidamente homenageamos, Jean Jacques, Lutonda, Paulo Macedo, que nos legaram esperança e honra.

A guerra inspirou, isso é verdade, inspirou homens para a paz, fez surgir investimentos na área dos desportos, quer ao nível da formação como das infraestruturas. Os heróis, inspiraram por fim, Carlos Morais, que desde pequeno viu na batalha do povo angolano uma inspiração, o basketball. E afinal, o povo viu em Morais a inspiração da pátria, quando diante do Egipto, o “semba” dos seus triplos erigiram sonhos, novos sonhos de paz.

Afinal, esse é o “desporto da paz”. Carlos Morais, conseguiu acesso para o Campus do Toronto Raptors, e que bom, quando fôr questionado sobre Angola, terá um vocabulário recheado de paz.

Se compararmos a forma heróica como a juventude elevou o nome de Angola nesses anos de paz, podemos sem medo afirmar, que só a paz consegue catapultar os talentos e transformá-los. As apostas no sector dos Desportos, trazem a garantia de que é preciso criarmos mais “Morais”, mas desde que vivam em paz e progresso. Deixemos o nosso compatriota inspirar os talentos que se escondem nas ruas de Luanda, nos becos, nos musseques, na Angola profunda.

O “efeito Morais”, é um apelo aos políticos, para que preservem a tão sacrificada paz. É uma amostra verosímil aos jovens, de que o contributo positivo pode erguer a pátria.

Em poucos anos de paz, todas as 18 províncias de Angola, têm campos de basketeball, e lá, até nos confins da “velha Angola”, um salto sobre a areia batida ou um smash improvisado, pode gerar craques para sustentar o “deporto da paz”.

Proponho que Carlos Morais seja imediatamente indicado como activista da paz, assim seus fãs perceberão, “o quanto custou a liberdade”.

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Patriota, que aborda a política angolana, com isenção, imparcialidade e rigor analítico.

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